O QUE É MAGNÉSIO BISCLICINATO?

Magnésio Bisglicinato: uma das formas mais biodisponíveis de magnésio

O magnésio é um mineral vital para a saúde humana, envolvido em funções estruturais e regulatórias essenciais. Entre as diferentes formas de suplementação, o magnésio bisglicinato tem se destacado por apresentar alta absorção e excelente tolerância digestiva, tornando-se uma opção de escolha em diversos contextos clínicos.

O que é o Magnésio Bisglicinato?

O magnésio bisglicinato é um quelato de magnésio, ou seja, o mineral está ligado a duas moléculas do aminoácido glicina. Esse tipo de ligação confere ao composto maior estabilidade e facilita seu transporte pelas células intestinais.

  • Magnésio (Mg²⁺): desempenha funções metabólicas, neurológicas e musculares.

  • Glicina: atua como neurotransmissor inibitório no sistema nervoso central, podendo trazer benefícios adicionais para o sono e relaxamento.

Essa combinação permite que o magnésio seja melhor assimilado pelo organismo em comparação a outras formas, como o óxido ou o cloreto de magnésio.

Vantagens do Bisglicinato

  1. Alta biodisponibilidade – pesquisas mostram que formas queladas de magnésio apresentam maior taxa de absorção intestinal.

  2. Menor risco de efeitos colaterais – ao contrário de sais inorgânicos, como o óxido, o bisglicinato raramente causa diarreia ou desconforto abdominal.

  3. Ação dupla – além do magnésio, a glicina tem efeito calmante no sistema nervoso, o que pode favorecer o sono e reduzir estados de ansiedade.

Funções do Magnésio no Organismo

O magnésio bisglicinato atua nas mesmas funções fundamentais do magnésio, mas com a vantagem da melhor absorção:

  • Sistema nervoso: participa da regulação da atividade elétrica cerebral, reduzindo a excitabilidade neuronal.

  • Músculos: regula contração e relaxamento, prevenindo câimbras e espasmos.

  • Energia celular: essencial na síntese de ATP, molécula que fornece energia para as células.

  • Metabolismo ósseo: auxilia na fixação do cálcio e contribui para a saúde dos ossos.

  • Controle cardiovascular: participa na regulação da pressão arterial e na manutenção do ritmo cardíaco.

Evidências científicas

  • Absorção superior: estudos indicam que quelatos de magnésio, como o bisglicinato, são mais eficazes em aumentar os níveis de magnésio sérico quando comparados a outras formas (Walker et al., 2003).

  • Tolerância gastrointestinal: em revisões clínicas, o bisglicinato foi descrito como bem tolerado, sendo recomendado para pacientes que não conseguem utilizar sais inorgânicos devido a diarreia (Schuette et al., 1994).

  • Sono e relaxamento: a glicina associada pode contribuir para melhora da qualidade do sono e redução da fadiga mental, embora mais estudos sejam necessários nessa área.

Benefícios em potencial

  • Melhora da qualidade do sono e relaxamento

  • Redução de câimbras e dores musculares

  • Apoio ao equilíbrio emocional e redução do estresse

  • Contribuição para a saúde óssea

  • Melhora na absorção de magnésio em pessoas com deficiência

Segurança e Considerações

O magnésio bisglicinato é considerado uma forma segura de suplementação. Os efeitos colaterais são raros e, quando presentes, costumam ser leves (como desconforto gástrico).

As recomendações oficiais sugerem uma ingestão diária de magnésio entre 310 e 420 mg para adultos, dependendo de idade e sexo (Institute of Medicine, 1997). Pessoas com doença renal devem ter cuidado especial com a suplementação.

Conclusão

O magnésio bisglicinato é uma das formas mais eficazes de suplementação de magnésio, unindo alta absorção, boa tolerância digestiva e benefícios adicionais da glicina. Por essas razões, é frequentemente indicado para indivíduos que necessitam de reposição de magnésio com maior eficiência ou que apresentam sensibilidade a outros sais minerais.

Sua utilização, quando bem orientada, pode contribuir significativamente para a saúde metabólica, neurológica e muscular.

TRI MAGÉNSIO

📚 Referências científicas

  • Walker, A. F., Marakis, G., Christie, S., & Byng, M. (2003). Mg citrate found more bioavailable than other Mg preparations in a randomised, double-blind study. Magnesium Research, 16(3), 183-191.

  • Schuette, S. A., Lashner, B. A., & Janghorbani, M. (1994). Bioavailability of magnesium diglycinate vs magnesium oxide in patients with ileal resection. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition, 18(5), 430-435.

  • Gröber, U., Schmidt, J., & Kisters, K. (2015). Magnesium in prevention and therapy. Nutrients, 7(9), 8199–8226.

  • Institute of Medicine. (1997). Dietary Reference Intakes for Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride. National Academies Press.

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